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Católicos nas Vésperas da I República Disponibilidade: Imediata A presente obra pretende divulgar uma posição dos católicos em geral e
dos jesuítas portugueses, da Revista do Novo Mensageiro do Coração de
Jesus em particular, sobre a fase final da secular Monarquia portuguesa e
as vésperas da República.
Duas das muitas questões que se apresentam neste trabalho são as
seguintes: Se Portugal tinha, nas vésperas da República, cerca de 99% de
católicos, como foi possível toda a luta anticatólica? Como é possível que,
aparentemente, menos de 1% da população tenha conseguido perseguir e
escravizar uma imensa maioria?
Com a I República abrir-se-ia um novo ciclo histórico, como dizem alguns,
ou apenas assistimos, sob o ponto de vista religioso, a uma continuidade?
Pergunta que se faz, resposta que se não dá, por agora, embora o presente
texto apresente algumas respostas para esta e outras intrigantes e curiosas
questões. ISBN 9789722628136 EAN 9789722628136 332 páginas | Capa Mole | 155 x 235 mm Preço: 20,09 €
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O Novo Mensageiro do Coração de Jesus foi publicado ao longo de um período
de forte conturbação social, política e ideológica. Pelo papel que desempenhou,
esta revista insere-se numa linha de combate contra a modernidade1, contra a
sociedade nascida da Revolução Liberal, a qual subtraía o lugar que a Igreja
Católica sentia ter por direito. É na confluência das críticas que faz à Sociedade,
ao Individualismo, ao Socialismo, à Secularização, à Maçonaria, ao Liberalismo,
entre outros aspectos, que podemos incluir a sua atitude.
Esta postura de militância não surpreende pois tratando-se de um órgão de
imprensa de uma Ordem Religiosa, pressupõe-se uma forte intervenção
apostólica e piedosa, mas o curioso é que o Novo Mensageiro, como se viu,
também apresenta um forte carácter de intervenção cultural e ideológica. Uma
ideia-chave que perpassa ao longo de todo o periódico é que o problema não
está na força dos adversários da Igreja e nos revolucionários, mas sim na
fraqueza dos Católicos e que entre estes se encontram os maiores inimigos da
Igreja. Deste modo, os Revolucionários seriam os adversários, e os inimigos os
Católicos Liberais por um lado, e os católicos fracos por outro, que não só não
combatem mas ainda servem para dividir o “exército católico”.
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